17 – Curso de Comunicação 09/05/2020

 

O TEATRO ENFRENTA UMA CRISE, talvez a maior desde Téspis: a crise do silêncio. Na peça Sete Minutos, Antônio Fagundes interpreta um ator que se estressa com a falta de atenção, educação e silêncio por parte do público que vai ao teatro, não respeitando o silêncio necessário para que a arte da interpretação se desenvolva e atinja o objetivo de tocar o coração e a mente do público. O tempo da concentração televisiva condicionou a mente das pessoas a blocos de atenção de sete minutos e vemos o mesmo se repetir nas interações humanas. Este é o cerne da atual crise do silêncio. Dedica-se cada vez menos atenção ao outro. É cada vez mais difícil controlar o impulso de falar na hora de calar e de resistir ao erro de desviar a atenção de quem divide o mesmo espaço que nós.

[2] Paralelo a isso, nota-se também as pessoas buscam por um ruído onde quer que estejam. Observe como em todo lugar há um ruído: pode ser a TV ligada o tempo todo, o rádio ou o navegador aberto com um vídeo ao fundo. Para alguns, o contínuo ‘chiado ao fundo’ parece servir de companhia – uma companhia que eles não prestam atenção (o mesmo que fazem com as pessoas) – mas que serve para esconder a causa da ‘necessidade’ de barulho.

[3] Infelizmente, para muitas pessoas, ficar em silêncio é colocar-se diante do vazio interior. Esse vácuo interno faz com que a pessoa não suporte ficar sozinha com seus pensamentos – uma espécie de ‘pegadinha’ egocêntrica: uma pessoa guiada pelo egocentrismo não é egocêntrica apenas com os outros, mas também o é consigo mesma. Neste caso, ficar calado passa a ser um desafio grande demais para quem não consegue ouvir e dar conta dos próprios pensamentos. Falar o tempo todo é uma forma de não ouvir os próprios absurdos, incoerências e desilusões. Mesmo que fale bobagem, faça fofocas ou acusações infundadas. Tudo o que alimenta a tagarelice serve para desviar a mente das próprias lembranças e cobranças. Falar sobre qualquer coisa é uma porta de fácil acesso. Ficar em silêncio é uma muralha que a aprisiona aos próprios erros. Uma triste realidade, pois como diz um ditado finlandês, “se você está feliz, deve estar em silêncio para ouvir os próprios pensamentos”. Quando o silêncio se torna um problema para o sujeito é sinal que a paz mental já não existe mais.

[4] Ouvir silenciosamente é uma forma de controlar o egocentrismo. Como ouvir é um ato involuntário (ao passo que escutar é voluntário), tendemos a acreditar que fazemos isso muito bem e, muitos concluem erroneamente que não é preciso fazer silêncio. É uma espécie de supervalorização da fala. Imagine que você está conduzindo seu carro por uma rua sem sinalização vertical ou horizontal. Ao chegar a um cruzamento você para, pois percebe que outro carro também cruzará a via, vindo pela direita. Tanto você, como o outro condutor, reconhecem que um dos dois terá que esperar para que possam seguir em frente. O mesmo bom senso tem que existir no ato de ouvir. Quem ouve o outro não pode falar ao mesmo tempo. Enquanto um fala ‘acelerando’, o outro precisa ter consciência para escutar ‘freando’ suas necessidades. Falar é acelerar, ouvir é frear. Os dois processos são necessários para se conduzir um carro, mas não podem ser executados ao mesmo tempo. Por isso não conseguimos ouvir enquanto estamos falando.

[5] O silêncio é importante para as relações humanas tanto pelo seu incômodo – altamente revelador sobre seu estado interno – como pela necessidade de guardar segredo. Se você já assistiu ao filme Pulp Fiction – Tempo de Violência (1995), provavelmente se lembrará da cena em que Vincent Vega (Jonh Travolta) e Mia (Uma Thurman) conversam numa lanchonete quando, de repente o assunto ‘acaba’ e o silêncio incomoda os dois. Esta cena ficou famosa por destacar como o silêncio pode ser constrangedor. No entanto, em todas as fases do filme estão presentes situações em que o silêncio é necessário para preservar a informação e a reputação das personagens.

[6] Se poupar é um hábito de quem sabe usar bem seus recursos, poupar a fala e silenciar é sinal de sabedoria auditiva, que rende benefícios sociais. Assim como o jardineiro Chance, no filme Muito Além do Jardim (1979), ficar em silêncio pode ser a chave para conhecer melhor as pessoas e granjear o respeito delas.  A discrição e a prudência exigem o uso consciente dos ouvidos, o que não é tão fácil em virtude do fato de que a audição é um sentido involuntário. Assim como não escolhemos quando o coração ou o pulmão devem funcionar, não decidimos conscientemente quando queremos nos valer da audição.

[7] O sentido da audição capta os sons e os transforma em estímulos nervosos que alimentarão o cérebro com informações sobre a realidade externa. Ele é responsável pelo equilíbrio de nosso corpo, por nosso senso de direção e nosso instinto de sobrevivência. O formato e a posição das orelhas servem para indicar de onde vem o som e como estamos posicionados no tempo e espaço. Ouvir desencadeia em nós reações intensas, pois o estímulo auditivo tem o poder de provocar alterações no estado emocional por meio do ritmo e do volume do som. Um estrondo assusta. Sons ritmados com o compasso dos batimentos cardíacos são reconfortantes. Ao passo que o ritmo aumenta, sentimo-nos mais ansiosos e agitados. Se diminuírem, sentimos tédio e sono. A voz de uma professora enérgica que gritava durante a aula, com certeza impedia o sono, enquanto a aula de outro professor com a fala mais pausada e monótona era um convite ao bocejo.

[8] A audição é mais veloz que a consciência. Se, neste exato momento, uma música começasse a tocar, você só se daria conta disso depois de já estar ouvindo a melodia. A mente humana processa os sons através de três passos: associando o som a emoções conhecidas, gravando na memória o ritmo do som e registrando o volume em que o som for captado. Este tripé compõe a memória auditiva daquela experiência. Desta forma, por associar determinado som à determinada emoção, conseguimos reagir imediatamente àquilo que ouvimos, caso a nova experiência traga a mesma informação já gravada na memória auditiva. Imagine, por exemplo, que no meio da noite, você ouve o som de uma porta se abrindo. Imediatamente, seus ouvidos captam este som e informam o cérebro que alguém está entrando em sua casa e que você precisa acordar. Outra situação poderia ser a de ouvir o guizo de uma cobra enquanto caminha em um bosque. Logo, seus ouvidos informarão a seu cérebro que você está em perigo. O som da porta se abrindo nomeio da noite e o guizo de uma cobra num parque, despertam a atenção imediata porque estes sons estão comumente associados à emoção da insegurança.

[9] Ouvir também tem vantagens físicas. Segundo neurocirurgiões que avaliaram resultados de ressonância magnética em diversos pacientes, quando uma pessoa permanece em silêncio – concentrada em sua respiração – há um aumento do córtex cerebral, o que melhora as funções do hipocampo, região diretamente ligada à aprendizagem, à memória e à emoção. Alguns cientistas acreditam que ouvir está ligado às funções do cérebro reptiliano, responsável por nossas reações instintivas de sobrevivência. Eles afirmam que os humanos utilizam seu sistema auditivo para criar uma representação interna sobre situações externas e, com isso, armazenar estas informações na amígdala que, de acordo com estudos recentes sobre a inteligência emocional é o depósito de sabedoria de vida.

[10] No entanto, o principal benefício da audição para os humanos é percebido ainda na infância: sua relação com a capacidade da fala. Falamos porque ouvimos. Ao longo das eras, a relação ouvir-falar vs. falar-ouvir foi alvo de curiosidade de faraós (como Psamtik I, no século VII a.C.)  e de imperadores (como Frederico II, no século XII). Nos dias atuais, o chamado ‘experimento proibido’ que envolveria fazer testes com seres humanos para verificar os resultados das pesquisas sobre o que vem primeiro – falar ou ouvir – encontrou uma forma de dedução em um experimento com passarinhos tentilhões-zebras. Os filhotes foram isolados de pássaros adultos da mesma espécie de modo que não puderam ouvir o canto típico da espécie. Depois, os colocaram em contato com fêmeas no período de acasalamento. A princípio, eles foram rejeitados por não dar uma ‘cantada’. Com um pouco de insistência dos pesquisadores, eles se acasalaram e os filhotes que nasceram não tinham nenhum tipo de canto. O mesmo se deu com a próxima geração. Com a seguinte, porém, as aves desenvolveram uma forma de canto parecida com a da espécie e na quarta geração, os tentilhões-zebras já cantavam tipicamente, mesmo sem nunca terem ouvido o canto do ‘tataravô’.

[11] Os pesquisadores concluíram que se os seres humanos fossem privados de contato físico e social nos primeiros anos de vida – distanciando-se do uso natural da língua e perdendo esta característica da espécie em aproximadamente 100 anos (4 gerações), a espécie humana desenvolveria um tipo de linguagem, mesmo sem nunca ter ouvido o som da fala. Segundo o pesquisador chefe do experimento com as aves, o Dr. Ofer Tchernichovski, da Universidade da Cidade de Nova York, “fomos feitos para falar”. Isto significa que ouvir é fundamental para que se desenvolva o dom da fala. E o que desencadeia este processo nos seres humanos ainda na infância é a nossa capacidade de ouvir. Para aprender a falar, primeiro tivemos que aprender a ouvir para depois reproduzir o mesmo som por meio da fala. (Crystal, 2012, p. 101).

*

[12] Os benefícios de ouvir em silêncio são muitos. Como vimos, são de ordem emocional, social, instintiva e física. Silenciar se faz necessário para a escuta perspicaz porque é a base para a atenção seletiva. De tudo o que captamos com a atenção periférica, precisamos ser capazes de isolar dentre todos os estímulos auditivos aqueles que nos interessa, encontrando pistas que nos ajudem a entender melhor o outro através daquilo que o ouvimos dizer.

[13] Nossas expressões se fazem a partir de sistemas representacionais que se revelam na maneira como uma pessoa fala. Relembrando, um sistema representacional, refere-se à maneira como a mente assimila, armazena e codifica uma informação criando assim uma representação pessoal – uma interpretação própria – do fato ou experiência percebida. A mente faz isso por associar determinadas informações a partir de seu canal de percepção preferido. Estes canais de percepção visual (sentido da visão), auditivo (sons) e cinestésico (sentidos do tato, olfato e paladar) são usados para codificar desde os pensamentos mais simples aos mais complexos em apenas três sistemas de representação. Assim, todas as informações presentes em nosso cérebro, estão codificadas linguisticamente através de uma imagem, um som, ou uma sensação. É por isso que, o mesmo evento, percebido por três pessoas diferentes, pode ter três codificações diferentes, dependendo da maneira como a mente de cada uma recebeu a informação dos órgãos dos sentidos.

[14] Quando falamos, evidenciamos em qual sistema de representação estão codificadas nossas memórias sobre o assunto que estamos falando. Assim, no ato da fala, o sistema representacional passa a ser um sistema orientador no momento em que nos lembramos da experiência e traduzimos essa lembrança para transmiti-la para alguém. As palavras – em especial os verbos, advérbios e adjetivos[1] que usamos constantemente – tornam-se pistas verbais, pois revelam se pensamos através de uma imagem, som, uma sensação ou emoção.

[15] Por exemplo, se uma pessoa ao contar um fato corriqueiro, lembra-se da informação através de imagens, ela pode começar dizendo: “Vi algo ontem que você nem imagina que poderia ter acontecido!”.  Neste exemplo, as palavras “vi” e “imagina” indicam claramente o canal de percepção que ela usou para gravar a informação: o visual. Quando uma pessoa diz que “sentiu algo de errado no ar” logo que entrou em uma sala ou quando se refere a algum fato com expressões do tipo: “Fulano caiu no canto da sereia” ou “caiu de maduro”, na realidade, ela está se referindo a um sistema de representação que pode ser usado pelos interlocutores para saber como a mente dela processa as informações que recebe. A todo instante estamos informando aos outros, aquilo que está acontecendo conosco mentalmente.

[16] Por usar o silêncio e direcionar a audição para perceber que tipo de palavra a pessoa com quem estamos conversando usa com mais frequência, podemos aprender como ela processa as informações em sua mente na hora de falar e assim, ‘sintonizamos’ nossa audição na mesma frequência em que ela está transmitindo.

[17] Entretanto, o uso que fazemos dos sistemas representacionais: eles nem sempre são lógicos. Uma pessoa pode perguntar para outra: “Você está vendo o que estou dizendo? Ver tem relação com mostrar algo e não com dizer algo. Nesta frase, o correto seria dizer “Você está escutando o que estou dizendo?”. Logicamente, escutamos o que é dito e vemos o que é visível. Não podemos ver um som. Esta discrepância no uso da linguagem, levou o Dr. Emmet Brown (personagem de Christopher Loyd) em De volta para o futuro (1985), a um estado de confusão quando ele encontra o jovem Marty McFly, interpretado por Michael J. Fox, e se depara com as gírias do futuro. O jovem estudante, que por acidente voltou trinta anos no tempo e encontrou seus pais adolescentes, ao se referir à possibilidade de que sua mãe se apaixonasse por ele caso se encontrassem, disse: “Doutor, esta foi pesada”. Em resposta, o cientista pensa: “Porque as coisas no futuro são tão pesadas? Será um efeito das guerras atômicas?”

[18] Na realidade, o Dr. Emmet Brown ficou confuso com o sistema representacional que Marty usou para expressar como percebeu a ideia de encontrar a mãe quando ela tinha a mesma idade que ele. O jovem transmitia a mensagem na frequência cinestésica (peso) e o doutor tentando recebe-la na visual. Este diálogo exemplifica bem as confusões que a falta de sintonia entre os sistemas representacionais do emissor e do receptor podem causar.

[19] Obviamente, estas pistas verbais não vêm sozinhas. Pessoas que usam predominantemente o sistema representacional visual, geralmente falam depressa e em um tom de voz mais alto devido à velocidade com que as imagens surgem em sua mente. A respiração será curta e centrada na parte do peito, a cabeça estará ereta e os ombros tencionados e a face mais pálida do que o normal.

[20] Pessoas com formas de pensar predominantemente auditivas respiram de maneira mais uniforme e movimenta partes do corpo em movimentos rítmicos e a voz é clara, expressiva e ressonante. A cabeça fica levemente inclinada. Muitos usam gestos que indicam os órgãos internos que estão usando enquanto conversam, como por exemplo, apontar para os ouvidos ou apoiar a cabeça e fixar os olhos – como que encarando o falante.

[21] Pessoas cinestésicas, por outro lado, conversam mais consigo mesmas e, em geral, inclinam a cabeça para um dos lados, apoiando-a na mão ou no punho. Algumas repetem internamente o que acabaram de ouvir chegando até mesmo a movimentar levemente os lábios. Embora isso pareça muito auditivo, o sistema representacional cinestésico tem uma respiração profunda e mais diafragmática do que peitoral gerando certo relaxamento muscular, a cabeça pende para baixo e a voz fica mais grave, lenta e pausada (O’Connor, 1995, p. 57).

*

[22] Isso nos mostra que para escutar o outro com perspicácia é preciso fazer silêncio (ficar calado e permanecer sem interrompê-lo) e dirigir a atenção para o modo como ele fala e se comporta enquanto fala. Esta ação silenciosa exige tanto a busca por pistas verbais, como uma pausa antes de começar a falar em resposta ao falante. Depois de ouvir o que ele disse e encontrar as pistas verbais, é preciso usa-las para entrar em sintonia com ele. O silêncio é a chave para equilibrar as habilidades de ouvir e falar. Por meio dele descobrimos qual o melhor momento para falar e também como falar. Fazer silêncio enquanto ouve o ajudará a descobrir que tipo de palavra usar quando for expor seus pensamentos para aquela pessoa.

[23] Por exemplo, imagine que você está atendendo a um cliente e percebe que ele utiliza constantemente palavras auditivas. Isso o ajuda a descobrir que a mente dele naquele momento processa informações através dos sons e, portanto, se você repetir novamente seus argumentos mais fortes ele compreenderá com maior eficácia o que você está dizendo. Logo, suas chances de vender para ele aumentam. Ao conversar na linguagem dele você estará em sintonia com o canal que estiver aberto na mente dele naquele momento.

[24] Tente se lembrar de uma pessoa com a qual você realmente gostou de conversar. Mesmo sem sequer imaginar quem ela é, posso lhe garantir uma coisa: ela soube ouvir você. E conseguiu isso por fazer silêncio enquanto você falava. Diferente do que muitos pensam o segredo para conversar com os outros não é saber o que falar e sim, saber ouvir. Os bons conversadores tem a habilidade de manter a outra pessoa falando dela mesma. Conseguem conter o desejo de aconselhar ou monopolizar a conversa. Sabem que ter uma boca e dois ouvidos é sinal de que nas interações sociais é preciso dar menos conselhos e captar mais informação.

[25] Em geral, uma pessoa que sabe conversar se apresenta, diz algo sobre a experiência que ambos estão compartilhando, pede ou oferece ajuda para executar uma tarefa específica. Mantém a conversa por contar algo ou informar sobre um evento que presenciaram e pedem a opinião do outro ouvindo atentamente. Evitam criticar embora se expressem livremente sobre o assunto e sabem o momento de encerrar a conversa. Mas, acima de tudo – e o que desencadeia toda uma conversação – uma pessoa boa de conversa sabe perguntar.

[1] O verbo é a palavra que exprime um fato – ação, estado ou fenômeno – situado no tempo. Refere-se a uma palavra dentro da frase usada para indicar a ação do sujeito. Quando digo, por exemplo, que “Paulo beija a mão de Joana”, a palavra “beija” indica a ação do sujeito Paulo. Logo, “beija” é o verbo da frase. Um adverbio é a palavra que modifica o sentido do verbo, do adjetivo ou de outro adverbio. É a palavra que muda o tempo, o sentido do verbo. Tome por exemplo, a citação anterior. Se ao invés de dizer “Paulo beija a mão de Joana”, dissesse que “Paulo beija a mão de Joana pela manhã”, é fácil perceber que a palavra “manhã” nesta frase, muda o sentido do verbo indicando o tempo em que a ação ocorre. Um adjetivo é a palavra que acompanha o substantivo e tem por função expressar as qualidades ou características dos seres. Quando fazemos um elogio, por exemplo, usamos um adjetivo. Ao dizer que Joana é bonita, usamos o adjetivo (bonita) para expressar uma característica do sujeito (Joana).

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